Os cortes de gastos das empresas com publicidade tiveram impacto sobre a receita dos serviços em novembro. Os subsetores afetados diretamente foram os serviços audiovisuais e técnico-profissionais, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares teve crescimento nominal de 6,6% em novembro de 2014 ante novembro de 2013. Em outubro, a alta foi de 11,3%. O subsetor de serviços técnico-profissionais teve alta de apenas 2,4% em novembro. “Nos serviços técnico-profissionais está embutido publicidade e pesquisa de mercado, que teve queda de 5,8% em novembro. Foi o que puxou o subsetor para baixo”, apontou Roberto Saldanha, técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

A queda na atividade de publicidade, por sua vez, impactou também o subsetor de serviços audiovisuais, edição e agências de notícias, que recuou 1,0% em novembro. “Essa queda (da publicidade) tem associação com serviços audiovisuais, porque a televisão está embutida ali também. Houve redução na atividade de TV aberta porque logicamente está ligada também a essa redução de serviços de publicidade. A arrecadação das TVs abertas decorre de publicidade, de receita de patrocínio”, frisou Saldanha.

Segundo o técnico do IBGE, as empresas anunciantes estão cortando seus gastos em publicidade. Como resultado, o segmento de serviços de informação e comunicação cresceu apenas 1,0% em novembro de 2014 ante novembro de 2013. Em outubro, a alta tinha sido de 2,1%. O subsetor de tecnologia de informação e comunicação também apresentou resultado modesto em novembro, com alta de 1,4%, após crescimento de 2,7% em outubro.

“Nesse caso não é queda de consumo, é redução de tarifa. Os pacotes estão a preços menores do que estavam antes. As pessoas continuam consumindo”, afirmou Saldanha, citando serviços de telefonia fixa, celular, internet e serviços corporativos.