O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou taxa de desemprego de 5,4% no segundo trimestre de 2026, a menor para o período desde o início da série histórica. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), enquanto o sindicato dos servidores do órgão aprovou indicativo de greve para a próxima quarta-feira (5). As informações são da Gazeta do Povo.

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A taxa representa queda em relação aos 5,8% registrados no mesmo período de 2025 e aos 5,6% do trimestre anterior. O índice vem caindo desde 2021, quando estava em 14,2%. O IBGE estima que há cerca de 103,1 milhões de pessoas empregadas no Brasil. O recorde histórico ainda é do último trimestre de 2025, quando a taxa atingiu 5,1%.

O rendimento médio da população caiu de R$ 3.795 no início do ano para R$ 3.738 por mês. Trabalhadores da administração pública e dos setores de defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais tiveram redução de R$ 145 nos ganhos em relação ao primeiro trimestre.

O Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE (ASSIBGE) afirmou que o diálogo com a administração está esgotado e aprovou indicação de greve. A decisão final depende das assembleias estaduais.

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O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, é apontado como autoritário pelos servidores. A diretora de Geociências, Maria do Carmo Dias Bueno, divulgou comunicado endurecendo a hierarquia e ameaçando punir servidor que tente conversar com alguém que não seja seu superior imediato. O documento afirma que a recusa em cumprir ordens configura falta disciplinar.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu o afastamento de Pochmann e alertou para risco às estatísticas. O órgão levantou dúvidas sobre os dados do PIB após a exoneração de Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais há 11 anos. Segundo o MPTCU, a produção de estatísticas oficiais pressupõe estabilidade das equipes técnicas e proteção contra interferências políticas.

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