O IPCA-15, prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficará fora da maior abrangência geográfica dos índices de preços ao consumidor por questões operacionais. Ainda assim, segundo o gerente de Projetos Especiais do IBGE, José Fernando Pereira Gonçalves, o IPCA-15 seguirá cumprindo seu papel. “O IPCA-15 continua sendo um bom sinalizador para a inflação. Se você perceber, o peso dessas duas áreas é pequeno”, disse Gonçalves ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Segundo nota técnica divulgada na manhã desta terça-feira, 27, pelo IBGE, a região metropolitana de Vitória (ES) entrará com peso de 1,78% no IPCA nacional e o município de Campo Grande (MS), com 1,51%. Além disso, não mudam as ponderações de cada uma das cinco grandes regiões. Ou seja, a entrada de Vitória mudará a distribuição interna dos pesos no Sudeste e a inclusão de Campo Grande, no Centro-Oeste.

As equipes de coleta de preços estão em campo. Em Vitória, atuam chefe de equipe, três supervisores e 21 entrevistadores. Em Campo Grande, a equipe é formada pelo chefe mais dois supervisores e 12 entrevistadores. Os preços começaram a ser coletados em 2009, quando a ampliação da abrangência geográfica começou a ser planejada.

A questão operacional destacada por Gonçalves, porém, está localizada nas equipes de análise sediadas no Rio. Como os períodos de coleta do IPCA-15, do IPCA e do INPC são diferentes, exigem uma análise para cada.

Dessa forma, aplicar, nos cálculos, as mudanças para incluir os dados referentes às duas cidades exigiria o dobro do trabalho. Gonçalves calcula que dez analistas trabalhem nos cálculos dos índices de preços ao consumidor. “Estabilizando-se o processo de incorporação de novas áreas, o IBGE estará avaliando a relevância em incorporá-las ao IPCA-15”, diz o IBGE no comunicado.

Ainda de acordo com Gonçalves, o IBGE tem um planejamento de médio prazo para incluir outras áreas nos cálculos dos indicadores.