IBGE: gasolina é principal impacto negativo no IPCA

O preço da gasolina recuou 3,94% em junho, após uma alta de 0,85% em maio, tornando-se um dos principais fatores para a desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O IPCA passou de uma alta de 0,47% em maio para 0,15% em junho, segundo divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O litro da gasolina ficou na liderança dos impactos negativos no IPCA, com -0,17 ponto porcentual. Em seguida veio o etanol, que passou de uma queda de 11,34% em maio para um recuo menos acentuado em junho, de 8,84%. Juntos, os preços dos combustíveis caíram 4,25% no mês passado, gerando um impacto de -0,20 ponto porcentual no índice geral.

Com a queda nos preços dos combustíveis, o grupo transportes apresentou deflação de 0,61%, apesar da alta das passagens aéreas (de -11,57% em maio para 12,85% em junho), item de maior impacto positivo do mês, com 0,04 ponto porcentual.

Ainda no grupo transportes, as tarifas dos ônibus urbanos aumentaram 0,79% em junho, como consequência das variações nos ônibus do Rio de Janeiro (1,21%), Belém (4,19%) e Goiânia (8,23%). Além disso, os automóveis usados tiveram aumento de preços (de -1,26% em maio para 0,43% em junho).

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