A Havan deve pagar cerca de R$ 6 bilhões em tributos em 2026, valor que supera o lucro líquido esperado pela rede varejista. A empresa fundada por Luciano Hang em 1986 completou 40 anos com quase 200 unidades, 22 mil colaboradores e projeção de faturamento de R$ 22 bilhões. As informações são da Gazeta do Povo.

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A trajetória da Havan se deu contra um ambiente hostil ao empreendedorismo no Brasil. O empresário aponta a alta carga tributária e a burocracia como os principais obstáculos ao crescimento da empresa. Hoje, a rede recolhe cerca de 30% do faturamento em impostos.

Burocracia atrasa abertura de lojas

Luciano Hang relata que uma unidade da Havan levou 22 anos para reunir todos os alvarás necessários para funcionar. Em Matinhos, no Paraná, um terreno de 30 mil metros quadrados está parado há quatro anos. O empresário atribui o impasse ao Instituto Água e Terra e a promotores públicos.

A capital paulista, maior mercado consumidor do país, segue sem uma loja Havan. Hang atribui a ausência à burocracia municipal. No Paraná, há 36 unidades da rede, todas fora da capital.

Rede expande enquanto concorrentes fecham

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Enquanto outras grandes varejistas brasileiras fecham lojas, a Havan segue expandindo. São 15 novas unidades previstas para 2026 e investimento de R$ 1,2 bilhão. A Casas Bahia encerrou 298 lojas e negocia dívida de R$ 17,3 bilhões.

A próxima meta de Hang é chegar a 300 unidades, com foco em cidades médias. A empresa já tem cerca de 20 terrenos comprados para novas lojas. Nordeste e Norte são zonas prioritárias de expansão.

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