O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta quinta-feira, 22, que o governo atual está trabalhando para que a transição para a nova administração ocorra sem sobressaltos e afirmou estar otimista sobre a possibilidade de se aprovar, ainda este ano, projetos importantes no Congresso “Existe sim a possibilidade de votar ainda este ano”, disse ao falar da cessão onerosa, texto que é o foco no momento.

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Pelas conversas que Guardia tem mantido com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e a equipe de transição, ele disse que a percepção é que a agenda de reformas deve prosseguir com Jair Bolsonaro (PSL), dando continuidade à agenda iniciada por Michel Temer. “Acredito que vamos ter continuidade da agenda de reformas no novo governo”, disse ele durante sua apresentação no evento do BTG.

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Guardia afirmou que, faltando pouco para acabar o ano no Congresso, alguns temas estão avançando entre os parlamentares. Entre eles, o ministro citou a aprovação pelo plenário do Senado do texto-base do projeto sobre o distrato imobiliário. O ministro disse estar otimista que outros temas também avancem este ano no Congresso, como a questão da cessão onerosa. Se este projeto for aprovado, vai destravar investimento em óleo e gás. “Tem um enorme efeito multiplicador.”

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Sobre a cessão onerosa, Guardia disse que um ponto importante para enfrentar e resolver é a questão da distribuição dos recursos dos megaleilões entre União e Estados. “Espero que a gente chegue a uma solução”, disse durante sua palestra, em que também defendeu maior abertura da economia e melhora da produtividade.

“Não vejo projeto que traga investimentos tão grandes como o da cessão onerosa”, afirmou o ministro. Ainda em sua apresentação, Guardia afirmou estar cético sobre a possibilidade de uma reforma tributária ampla.