O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, defendeu hoje, ao chegar ao Palácio do Planalto, a criação de um marco regulatório para contratos de concessão de aeroportos, com mecanismos de aferição de desempenho deles, controle dos custos e da qualidade dos serviços ali prestados. “É preciso haver uma revolução na gestão dos aeroportos”, defendeu.

Para Godoy, é fundamental a criação de uma autoridade aeroportuária, como a Secretaria de Aviação Civil, para evitar que os órgãos federais nos aeroportos continuem “batendo cabeça” como acontece hoje. “Esse é o caminho para introduzir estes mecanismos de fiscalização e organização dos aeroportos”, disse.

“Precisa de urgência não só pela Copa, porque este é apenas um dos elementos, mas também porque há um crescimento enorme do setor ano a ano, que não está sendo acompanhado pela administração dos aeroportos, causando prejuízos para as pessoas, para o turismo e para a abertura de novas fronteiras de negócios”, afirmou.

Godoy também disse que é preciso estabelecer regras e colocar em práticas essas definições sobre o modelo de concessão a ser adotado. Ele também lembrou que os órgãos públicos devem assumir responsabilidades sobre o que estarão gerindo.

Economia

Sobre a inflação, Paulo Godoy disse que “ela precisa estar sempre na mira, como prioridade do governo, porque ela prejudica o desenvolvimento sustentável”. Para Godoy, hoje existe um “velho problema estrutural da economia brasileira” que é dos gastos públicos.

Ele disse que é preciso “criar uma poupança interna mais “robusta”, que possa permitir uma política monetária mais expansiva, sem gerar inflação”. “Tem de achar o ponto de equilíbrio mas, enquanto isso, tem de estimular o investimento, para diminuir cada vez mais a influência do crescimento na inflação”, disse.

Godoy completou dizendo que reconhece que o aumento dos juros é “uma política transitória para o modelo sustentável, que ainda não alcançamos, e que só vamos alcançar quando pudermos crescer sem o risco da inflação”. Ele lembrou, no entanto, que a inflação é um fenômeno mundial. “Hoje temos poucos instrumentos adicionais à política de juros para o combate direto à inflação”, disse.