As negociações entre a Grécia e uma delegação de inspetores internacionais entrarão na segunda semana, após emperrarem em uma disputa sobre demissões no setor público. O impasse desafia as esperanças do governo grego de uma revisão rápida de seu programa de reformas.

Neste domingo, autoridades gregas sinalizaram que os representantes da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, conhecidos como troica, ficarão na capital grega por mais alguns dias para discutir medidas de corte da burocracia do país, bem como questões técnicas relativas a um plano de redução do endividamento de famílias e pagamento de dívidas em atraso do governo.

“Nosso desejo, e o deles também, é de que ao longo dos próximos dias aceleraremos o processo e começaremos a fechar capítulos”, disse uma autoridade sênior do ministério de Finanças, após uma reunião com representantes da troica na tarde de domingo. “Nós não fechamos nada hoje. As conversas continuam.”

Os chefes da delegação da troica chegaram em Atenas no domingo passado, no que era esperado como uma revisão de uma semana do programa de austeridade e reforma da Grécia para decidir se seria aprovada a próxima fatia do resgate de 173 bilhões de euros ao país. A avaliação geral é de que a Grécia fez progressos nos últimos meses no controle das finanças públicas.

Mas a questão de reestruturação do setor público tornou-se um teste de determinação entre a troica e os sucessivos governos gregos. Sob os termos do acordo de resgate mais recente, a Grécia concordou em colocar cerca de 25 mil funcionários públicos este ano em uma lista de reserva de mão-de-obra. Eles receberão 75% dos seus salários até serem transferidos para a outra posição. Se outra tarefa não for encontrada dentro de um ano, os trabalhadores serão demitidos. No entanto, um plano semelhante, de 2011, falhou. Desta vez, o governo já perdeu o prazo, em fevereiro, para apresentar um plano detalhado à troica relativo à reserva de mão-de-obra. As informações são da Dow Jones.