Economia

Governo zera impostos federais sobre gasolina por 30 dias

Cúpula da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, com os prédios da Esplanada dos Ministérios
Cúpula da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, com os prédios da Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) a ampliação do subsídio à gasolina, zerando os impostos federais sobre o combustível. A medida eleva o benefício de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro e terá impacto de R$ 5,2 bilhões nas contas públicas em 30 dias, somando as ações para gasolina, diesel e etanol. O pacote tem duração de 30 dias e foi anunciado a 16 dias do segundo turno das eleições presidenciais. As informações são da Gazeta do Povo.

Segundo o Ministério do Planejamento, todas as medidas são temporárias, valem apenas para 2026 e poderão ser revistas de acordo com a conjuntura e com a disponibilidade orçamentária. A equipe econômica afirma que as despesas serão compensadas por receitas extraordinárias provenientes do petróleo da União, garantindo a neutralidade fiscal.

A desoneração da gasolina elimina a cobrança de PIS/Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), tributos federais que incidem sobre o combustível. O governo espera que o reforço do subsídio ajude a reduzir os custos para o consumidor, embora o efeito final sobre os preços nas bombas dependa também de outros fatores.

Diesel e etanol também recebem subsídios

Para o etanol hidratado, o desconto tributário de R$ 0,19 por litro será mantido, enquanto a subvenção econômica aos produtores e às cooperativas aumentará de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro. A iniciativa busca preservar a competitividade do combustível renovável em relação à gasolina.

No caso do diesel rodoviário importado, o benefício adicional elevará a subvenção para R$ 1,40 por litro, além dos R$ 2,12 por litro já em vigor. As medidas para gasolina e etanol terão custo estimado de R$ 3,6 bilhões em 30 dias, enquanto o subsídio adicional ao diesel importado representará outros R$ 1,6 bilhão.

Ministro nega relação com calendário eleitoral

O ministro Dario Durigan, da Fazenda, negou que as novas medidas tenham relação com a disputa presidencial, embora tenham sido anunciadas a pouco mais de duas semanas do segundo turno da eleição. Ele justificou as medidas como resposta ao avanço do conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, que pressiona os preços dos combustíveis.

O pacote se soma a outras iniciativas anunciadas pelo governo nas semanas que antecederam as eleições, período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também concedeu reajuste de 15% no Bolsa Família e anunciou a intenção de disponibilizar canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde.

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