Economia

Governo vai endurecer regras de bets e ampliar restrições à publicidade

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O governo federal vai endurecer as regras de funcionamento das plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quarta-feira (15) que haverá tolerância zero com sites ilegais e ampliação das restrições de publicidade das plataformas que atuam legalmente.

As informações são da Agência Brasil.

Durigan afirmou que a Fazenda passará a monitorar mais de perto os sites de apostas para aprimorar a proteção da população. O ministro disse que o governo tem informações sobre a quantidade de apostas no país e, com cruzamento de dados do programa Desenrola, conhece o nível de endividamento das pessoas.

A declaração foi dada após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para tratar do tema.

Durigan também comentou sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria regras específicas para aposentadoria diferenciada de agentes comunitários de saúde, aprovada pelo Senado na terça-feira (14). Segundo a Fazenda, o impacto financeiro estimado nas contas públicas é de aproximadamente R$ 27 bilhões ao longo de dez anos.

O ministro disse que pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para promulgar a PEC somente após ter todos os dados sobre o impacto. Ele acrescentou que é possível e provável que o governo recorra ao Supremo.

Em junho, o ministro Gilmar Mendes, decano no STF, alertou que a aprovação de gastos pelo Congresso pode ser considerada inconstitucional pela Corte. Pelo entendimento do ministro, a ausência de estudos prévios de impacto financeiro pode gerar a anulação de medidas legislativas.

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