O governo reduziu drasticamente os valores mínimos dos lances para os leilões dos aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza, que devem ser oferecidos à iniciativa privada em 2017. O objetivo é deixar as propostas mais atraentes para os investidores.

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A soma das outorgas mínimas para as quatro concessões, que anteriormente chegava a R$ 4,108 bilhões, caiu para R$ 2,908 bilhões. Outros custos, porém, foram incluídos nas propostas e terão impacto direto nas operações, como a exigência de pagamento do plano de demissão voluntária (PDV) da Infraero.

Pelas novas regras, que ainda serão debatidas em audiência pública, as concessões passam a ter valor de “contribuição fixa inicial”, a ser pago pela concessionária à União em oferta feita durante o leilão. Depois, a empresa vencedora fará o pagamento das contribuições fixas. No modelo anterior, o governo fixava apenas um valor global de concessão, que era dividido em parcelas iguais, durante os 25 ou 30 anos da exploração comercial do aeroporto.

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Uma das maiores quedas no valor da outorga ocorreu na oferta do aeroporto de Porto Alegre. O valor mínimo para o lance inicial foi de R$ 30,512 milhões. Já as parcelas fixas anuais, que serão cobradas pelo prazo de 25 anos, chegam ao valor mínimo de R$ 91,536 milhões. Isso significa que o preço mínimo total da nova outorga de Porto Alegre passou a ser de R$ 122 milhões, ante R$ 729 milhões previstos anteriormente.

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No caso de Salvador, a nova outorga passou a ter preço mínimo de R$ 1,186 bilhão, sendo R$ 296,659 milhões de pagamento inicial e R$ 889,977 milhões relativos aos 30 anos da concessão. A proposta original chegava a R$ 1,49 bilhão.

Para Fortaleza, o valor mínimo de outorga ficou em R$ 1,389 bilhão, com R$ 347,457 milhões de oferta inicial e R$ 1,042 bilhão ao longo da concessão. O valor estipulado anteriormente era de R$ 1,56 bilhão.

No aeroporto de Florianópolis, o lance mínimo passa a ser de R$ 210,9 milhões, com contribuição fixa inicial de R$ 52,735 milhões e mais R$ 158,205 milhões ao longo dos 30 anos da concessão. A cifra anterior chegava a R$ 329 milhões.

Mais cara

A queda das outorgas veio acompanhada de outros custos. As empresas não poderão contar com benefícios fiscais do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) que incidem sobre materiais de construção, ou seja, a obra ficará mais cara. Em Porto Alegre, a conta também incluirá os custos de desapropriação da área para ampliação do aeroporto.

As quatro ofertas passaram a incluir custos com o plano de demissão voluntária da Infraero. Fortaleza teve os gastos com as demissões fixados em R$ 69 milhões. Para Salvador, em R$ 108 milhões. Em Florianópolis, estão previstos R$ 40 milhões para bancar o PDV e em Porto Alegre, R$ 117 milhões.

As mudanças foram feitas pela Secretaria de Aviação Civil, vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, com base nos estudos de viabilidade técnica e econômica das concessões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.