Brasília – Poucos meses depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer que não tinha uma decisão sobre a privatização dos bancos estaduais federalizados para acalmar os governadores contrários à venda, o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, voltou à carga ontem e disse que o governo vai vender todos eles. A intenção é tentar privatizar essas instituições até o fim deste ano, mas Levy reconheceu que é provável que a maioria deles acabe mesmo sendo vendida em 2004. Na lista estão o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), Banco do Estado do Maranhão (BEM), Banco do Estado do Ceará (BEC) e Banco do Estado do Piauí (BEP).
“A privatização desses bancos é boa. O governo federal colocou muito dinheiro nesses bancos, em alguns casos até mais de R$ 1 bilhão. Recuperar um pouco disso é mais do que razoável. Para os estados, é bom porque abate as dívidas deles”, disse Levy.
Na carta enviada pelo governo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em agosto, durante a revisão do acordo firmado com o fundo no final de 2002 ano passado, e divulgada ontem, o governo reconhece que o processo de privatização desses bancos vem caminhando em um ritmo mais lento do que o previsto, mas garante que haverá um avanço significativo do assunto até o fim do ano.