Economia

Governo prevê arrecadar R$ 636 bilhões com novo tributo em 2027

Cúpula da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, com os prédios da Esplanada dos Ministérios
Cúpula da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, com os prédios da Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

O governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões em 2027 com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo criado pela reforma tributária. A projeção consta no projeto da Lei Orçamentária Anual enviado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).

As informações são da Agência Brasil.

Apesar de incluir a receita esperada, o governo não informou qual será a alíquota da CBS. O percentual será calculado a partir de uma metodologia definida pela reforma tributária e deverá ser fixado pelo Senado até 15 de dezembro para entrar em vigor em janeiro de 2027.

A CBS substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de assumir parte da função do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A introdução será gradual até 2032 e o tributo passa a valer definitivamente em 2033.

Como a alíquota será definida

A Receita Federal deve enviar ao Tribunal de Contas da União (TCU) até 14 de setembro uma proposta de cálculo da alíquota de referência da CBS. O TCU terá até 30 de outubro para analisar e homologar os cálculos. Depois, caberá ao Senado fixar a alíquota de referência para 2027.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o percentual não será definido diretamente pelo Ministério da Fazenda. Segundo ele, a metodologia considera a ampliação da base de contribuintes e os diferentes regimes especiais previstos na reforma.

Imposto Seletivo deve render R$ 41,9 bilhões

Em 2027 também começará a cobrança do Imposto Seletivo, cuja arrecadação é estimada em R$ 41,9 bilhões. Esse tributo será aplicado a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como veículos, tabaco, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas e apostas.

A reforma também cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência de estados e municípios. A implementação será gradual e haverá um período de convivência entre o sistema atual e o novo modelo.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o governo trabalha com um superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões em 2027. A arrecadação com recursos naturais, incluindo royalties de petróleo, deve somar R$ 176 bilhões no próximo ano.

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