O governo deve anunciar na próxima semana novas medidas para impulsionar o crescimento econômico este ano. O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, disse que as ações serão um “complemento” ao corte da taxa básica de juros definido na quarta-feira pelo Banco Central.

continua após a publicidade

“Provavelmente, ao longo da semana, nós vamos ter mais medidas de indução do crescimento”, afirmou Pimentel, que participou ontem na capital mineira de um encontro com empresários. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também estava presente à reunião.

Pimentel não antecipou quais medidas devem ser anunciadas, mas garantiu que as ações vão sair do mesmo “arsenal” usado pelo colega da Fazenda, Guido Mantega. “Como diz o ministro Guido, nosso arsenal é grande. Mas é sempre na linha de desonerar, reduzir tributos, oferecer linhas de financiamento e de crédito a taxas subsidiadas como forma de fazer a indústria crescer.” No início da semana, Mantega usou a expressão “arsenal” para se referir a medidas para conter a valorização do real.

A equipe econômica também discute com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o barateamento das linhas de financiamento para novos investimentos. Além disso, o governo deve fazer aporte de recursos no BNDES este ano. O valor, a princípio, deve ser de R$ 30 bilhões.

continua após a publicidade

Investimento

Pimentel afirmou que o objetivo das novas medidas é aumentar “em torno de 4% a 5%” a taxa de investimento da economia brasileira este ano em relação a 2011, quando houve investimento de 19,3% no Produto Interno Bruto (PIB), segundo o IBGE, ante 19,5% em 2010. “Nós queremos chegar perto de 20% de formação bruta de capital fixo. Mas eu diria que essa é uma meta ambiciosa”, avaliou.

continua após a publicidade

O ministro disse ainda que o governo estuda ampliar para outros produtos a redução de impostos concedida no ano passado para a chamada linha branca, como geladeiras e fogões. “Estamos nesse momento discutindo com o Ministério da Fazenda não só a prorrogação como a possibilidade de expandir as reduções para outros produtos da linha branca. A Fazenda está fazendo os cálculos”, afirmou.

Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff tem sido “enfática” na defesa do estabelecimento de condições que garantam mais consumo. “Estamos trabalhando nisso. Minha posição pessoal é de reduzir tributos, mas sou só um na equipe.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.