Preocupado com a escassez de votos e o prazo exíguo de tramitação da emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória de Movimentação Financeira (CPMF), o líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse esperar que, até o final de novembro, a crise envolvendo o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), esteja resolvida e não atrapalhe a votação. Jucá foi enfático: "Não temos prazo e não temos votos", afirmou. Segundo seus cálculos, o governo ainda não tem no Senado os 49 votos necessários para aprovar o texto da CPMF, aprovado ontem em segundo turno pela Câmara.
A expectativa de Jucá é de que a emenda da CPMF chegue ao plenário do Senado no final de novembro. "Tenho fé e esperança que até lá a crise esteja resolvida", disse. O senador acrescentou que não vai propor aos partidos da oposição a redução dos prazos para acelerar a votação. "Não vamos quebrar prazos. Vamos cumprir o regimento", disse.
Assim que chegar ao Senado, a emenda de prorrogação da CPMF será submetida à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e terá como relatora a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Hoje, Romero Jucá pediu ao senador Marco Maciel (DEM-PE) que elabore com a senadora um cronograma das audiências públicas.
A idéia do líder governista é a de fazer uma sessão conjunta da CCJ com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e Comissão de Infra-Estrutura para ouvir uma exposição do ministro da Fazenda Guido Mantega. Como já existe requerimento para que ele seja convocado para a CAE, Jucá entende que poderia fazer tudo no mesmo dia.


