Brasília (AE) – A Varig poderá sofrer intervenção do governo se não houver alternativa para assegurar o seu funcionamento, afirmou ontem o ministro da Defesa, vice-presidente José Alencar, durante audiência sobre o setor aéreo no Senado. A declaração do ministro contraria as afirmações que ele e o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, vinham fazendo sobre o assunto – de que a solução para a companhia terá que vir do mercado.

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?O governo não pode descartar (a intervenção) porque pode chegar um momento em que ela seja inevitável?, confirmou Alencar aos repórteres, depois da audiência. ?Como em todo caso, dependendo de um interesse nacional evidente. Aí não tem outra saída – mas eu acredito numa solução de mercado?, ressalvou.

Alencar afirmou, então, que a intervenção está sendo ?cogitada?, mas não quis adiantar detalhes. O ministro explicou que há muitas empresas nacionais e estrangeiras interessadas na Varig e que a intervenção não será necessária. Já o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, manteve-se fiel à linha de Palocci e fez um discurso contrário à medida. ?Intervenção é tomar conta da empresa e assumir o seu ônus e não tem meio termo?, salientou.

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