Economia

Governo mantém subsídios aos combustíveis, mas descarta retomar diesel

Imagem mostra um momento de sessão no STF
Imagem mostra um momento de sessão no STF. Foto: Gustavo Moreno / STF

O governo federal decidiu manter os subsídios de R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina, mas descartou retomar o benefício de R$ 0,35 por litro de diesel que foi retirado em julho. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (24) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, mesmo com a nova alta no preço do petróleo causada pelas tensões no Oriente Médio. As informações são da Gazeta do Povo.

Moretti explicou que a estratégia do governo é suavizar os preços ao consumidor final. “Hoje, entendemos que é importante manter o subsídio de R$ 1,12, segurar um pouco a estratégia de retirada gradual tendo em vista a piora do cenário, mas também entendemos que não justifica retomar o de R$ 0,35 até aqui”, afirmou o ministro durante a apresentação da avaliação do resultado primário do terceiro bimestre.

As medidas ainda em vigor custam cerca de R$ 6,7 bilhões por mês aos cofres públicos. O subsídio de R$ 0,35 foi retirado em 1º de julho, quando a equipe econômica avaliou que os confrontos no Oriente Médio estavam em vias de resolução com o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.

Em maio, o governo anunciou a subvenção à gasolina, que continua valendo. O Ministério de Minas e Energia também ampliou a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, válida por seis meses e prorrogável por até um ano. A medida, agendada para 1º de agosto, é questionada na Justiça pelo Ministério Público Federal.

Na quarta-feira (22), rebeldes houthis atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, apoiados pelo Irã. A Arábia Saudita respondeu com um ataque contra a cidade de Hodeida, no Iêmen. Com isso, o preço do barril do tipo Brent atingiu US$ 100, o que não ocorria desde maio.

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