O governo federal vai desbloquear R$ 5,7 bilhões do orçamento de 2026. Com a medida, o valor bloqueado cai de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (14) pelos ministros Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, e Débora Freire, secretária de Política Econômica da Fazenda. Um decreto com o detalhamento por órgão será publicado na quinta-feira (30). As informações são da Gazeta do Povo.
O desbloqueio foi possível pela redução de despesas obrigatórias, que caíram de R$ 2,2 trilhões no segundo bimestre para R$ 2,4 trilhões no terceiro. A queda foi puxada por três áreas: despesas com pessoal e encargos sociais (R$ 4,2 bilhões), benefícios previdenciários (R$ 3,2 bilhões) e Benefício de Prestação Continuada, o BPC (R$ 3,2 bilhões).
Arrecadação do Imposto de Renda cresce R$ 13 bilhões
A comparação entre os dois bimestres mostra melhora nas contas federais, com redução de R$ 8,3 bilhões no déficit primário. O principal motivo foi a alta de quase R$ 13 bilhões na arrecadação do Imposto de Renda. Outros tributos também subiram: a Cofins (contribuição para a Seguridade Social) cresceu R$ 5,6 bilhões, a CSLL (contribuição sobre lucro) teve alta de R$ 4,8 bilhões, o IPI (imposto sobre produtos industrializados) subiu R$ 4,4 bilhões, o Imposto de Importação aumentou R$ 2 bilhões e o IOF (imposto sobre operações financeiras) cresceu R$ 200 milhões.
Governo ainda enfrenta déficit de R$ 52 bilhões
Apesar da melhora, o governo ainda tem um déficit primário de R$ 52 bilhões e precisa alcançar a meta de superávit de R$ 34,3 bilhões. A Fazenda revisou as projeções econômicas: elevou a estimativa do PIB em R$ 33 bilhões e reduziu a expectativa do preço do petróleo de US$ 91,25 para US$ 79,16 o barril. Por outro lado, a inflação deve subir 0,59%, passando de 4,49% para 5,08% no IPCA (índice oficial de preços ao consumidor), ou de 4,57% para 5,30% no INPC (outro índice de preços), uma alta de 0,73%.
