O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta quinta-feira (1/11) que o governo não vai mais incluir no conjunto de propostas apresentadas ao PSDB, para a negociação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a medida de desoneração da folha de pagamentos das empresas via redução dos repasses de recursos para o Sistema S – rede de entidades voltada para a formação de trabalhadores que recebe parte das contribuições arrecadadas pelo governo. "Não dá para fazer no bojo da CPMF", disse Mantega, em entrevista, após participar de uma audiência pública na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado Federal, que durou cerca de sete horas.

Mantega afirmou, no entanto, que não se trata de um recuo do governo. Ele reiterou que é preciso fazer uma avaliação de como são gastos os R$ 13 bilhões arrecadados pelo Sistema S – do qual fazem parte o Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), entre outras entidades. O ministro afirmou que esse exame precisar ser prudente e feito com cautela, ressaltando que o Sistema S recebe mais recursos do que muitos Estados brasileiros. Durante a audiência, a proposta de desoneração via corte de recursos do Sistema S sofreu várias críticas.