O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (29) o aumento da meta de superávit primário para 2011 em torno de R$ 10 bilhões, o que corresponde de 0,25% a 0,30% do Produto Interno Bruto (PIB). Em entrevista, Mantega disse que o aumento da meta será para o governo central (formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central).

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Assim, a economia desses órgãos passará de um pouco mais de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões. Mantega disse que a medida ajudará aumentar os investimentos no País, manter o crescimento econômico e reduzir no médio e longo prazos a taxa básica de juros da economia (Selic).

O ministro disse que o cenário internacional inspira cuidados porque está se deteriorando a situação nos EUA, Europa e Japão, o que leva a uma expectativa de desaceleração econômica nesses países. Mantega afirmou que por mais que países como o Brasil estejam preparados para o enfrentamento da crise, não estão imunes a este quadro de recessão.

“O Brasil tem que se antecipar para impedir que essa deterioração afete os avanços que conseguimos na economia brasileira”, afirmou. Por isso, disse ele, a medida anunciada nesta segunda é preventiva para evitar uma desaceleração da economia como houve em 2008. “Desta vez, queremos estar mais preparados que em 2008 para enfrentarmos esta recessão mundial que se avizinha.”

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Ele lembrou que o Brasil já tem adotado medidas para fortalecer a atividade produtiva e que hoje consolida a situação fiscal com o aumento do superávit primário para 2011. O superávit primário é a economia do governo para o pagamento de juros da dívida pública.