O governo federal está enviando mensagens individualizadas para aposentados do INSS informando que o comparecimento às eleições de 2026 pode servir como prova de vida. Os avisos chegam pelo aplicativo Meu INSS e pelo WhatsApp oficial do governo (GovBR). As informações são da Gazeta do Povo.
Uma das notificações tem o título “Seu voto vale como Prova de Vida do INSS!” e orienta: “Vote nas Eleições 2026 e tenha sua comprovação de vida atualizada automaticamente”. Um aposentado relatou ter recebido a mensagem pelo WhatsApp na manhã de quinta-feira (1º), mesmo já tendo feito a prova de vida na agência bancária.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) indicou procurar o Ministério da Previdência Social. A pasta, o INSS e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não responderam até a publicação desta reportagem.
Voto facultativo e estratégia eleitoral
O Brasil tem atualmente 24,5 milhões de aposentados pelo INSS, segundo dados recentes do Boletim Estatístico da Previdência Social. Idosos com mais de 70 anos não são obrigados a votar, assim como jovens de 16 e 17 anos e analfabetos.
Quase 17 milhões de eleitores têm mais de 70 anos e estão aptos a votar, mas não são obrigados. Esse grupo representa mais de 10% do eleitorado total de 158,7 milhões de pessoas. Na comparação com 2022, esse segmento cresceu 15,75%.
Pesquisas mostram vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, entre os idosos. O Datafolha aponta 42% para Lula contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre entrevistados com mais de 60 anos. A AtlasIntel/Bloomberg indica 62,6% a 52,9% no mesmo grupo.
Como funciona a prova de vida pelo voto
O comparecimento às urnas vale como prova de vida desde 2022, por meio de parceria entre o TSE e o INSS. As informações sobre o comparecimento são repassadas pela Justiça Eleitoral ao instituto. Em 2024, cerca de 5 milhões de provas de vida foram atualizadas dessa forma.
O TSE ressalta que quem não comparecer à votação não terá o benefício bloqueado. Para esses casos, o INSS usa o sistema SIRIS, que busca outras fontes de dados do governo, como emissão de documentos e atendimentos remotos com reconhecimento biométrico.
