O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Weber Barral, anunciou nesta quinta-feira (1º) a elevação da meta de exportações deste ano de US$ 155 bilhões para US$ 157 bilhões. Segundo ele, a estimativa considera vários fatores, como o aumento de preços de alguns produtos. Além disso, no acumulado dos 12 meses encerrados em outubro, as exportações já totalizam US$ 156,530 bilhões, recorde para o período. Ele acredita que o superávit comercial este ano ficará em torno de US$ 40 bilhões.

Em relação ao resultado de outubro, Barral destacou que as exportações e as importações foram recorde mensal. As vendas externas somaram US$ 15,769 bilhões, e as compras totalizaram US$ 12,330 bilhões. Já o saldo comercial de outubro, que foi de US$ 3,439 bilhões, ficou 13% abaixo do superávit de outubro de 2006 (US$ 3,951 bilhões).

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, as vendas e as compras internacionais também atingiram cifra recorde para o período, enquanto que o superávit comercial registra uma queda de 9,9% em relação aos 10 primeiros meses de 2006.

As exportações de manufaturados cresceram 6,8% no ano e as de semimanufaturados, 9%, enquanto as vendas de produtos básicos aumentaram 44,3% na mesma comparação. Barral acredita que a aceleração das exportações de básicos ocorreu em função do aumento do preço das matérias-primas (commodities) por causa da elevação da demanda internacional.

Importações

Do lado das importações, o secretário destacou que houve aumento em todas as categorias. No ano, as compras de bens de consumo subiram 33,2%, bens de capital, 30,1%, matérias-primas intermediárias, 29,1%, e combustíveis e lubrificantes, 25,2%.

Em entrevista concedida nesta tarde para comentar os resultados da balança de outubro, o secretário destacou que bens de capital e matérias-primas representam mais de 70% da pauta de importação o que significa que está havendo uma renovação do parque industrial.

Câmbio

Em relação à valorização do real, o secretário afirmou que a queda do dólar afeta alguns setores industriais mais do que outros, mas estes setores estão sendo beneficiados por medidas adotadas pelo governo. Ele também lembrou que estão em estudo outras alternativas de socorro a estes segmentos, dentro da política industrial.

Por outro lado, Barral disse que o dólar barato é uma vantagem para as empresas que querem investir e renovar os seus parques industriais.