Brasília – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e integrantes da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados fecharam nesta quarta-feira (20) acordo para criação de um grupo de trabalho para discutir mecanismos de redução das tarifas bancárias.

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Os dois ministros participaram de audiência pública para discutir possíveis irregularidades na cobrança de tarifas bancárias a alteração na rentabilidade das cadernetas de poupança.

Durante a audiência, Mantega deixou claro que os assuntos preocupam o governo, que está disposto a resolvê-lo: "Estamos dispostos a arregaçar as mangas para resolvê-los e melhorar as condições da população brasileira, que faz jus a participar do sistema financeiro", disse ele.

Para Mantega, a proposta apresentada na Câmara dos Deputados de realização de um trabalho conjunto entre a Comissão de Defesa do Consumidor da Casa e a área econômica é um passo importante para que sejam encontradas soluções para o problema das tarifas bancárias no país.

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Sobre a redução do rendimento da poupança desde março último, Mantega justificou a medida como a única forma de evitar a fuga dos aplicadores dos fundos de investimentos, que começavam a apresentar rendimentos menores com a queda das taxas de juros. "O rendimento da poupança estava com um rendimento elevado e havia um afluxo de investidores não habituais para as cadernetas", afirmou.

De acordo com o ministro, a principal preocupação do governo continua sendo estimular os investimentos no setor produtivo e, por isso, o Banco Central tem reduzido as taxas de juros.

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"Nós temos que estimular a atividade produtiva. Temos reduzido as taxas, e não seria diferente com a poupança, que hoje é uma das mais altas que temos", disse o ministro. 

Guido Mantega garantiu, no entanto, que a mudança não irá prejudicar as cadernetas de poupança, tampouco a rentabilidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).