Governo de SP assina memorando de entendimento com empresas para térmicas a gás

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), controlada pelo governo do Estado de São Paulo, assinou nesta quinta-feira, 31, um memorando de entendimentos com as empresas AES Tietê e Siemens/Gasen para o desenvolvimento de projetos de usinas térmicas a gás natural no bairro Pedreira, na capital paulista. O documento é resultado da chamada pública feita no ano passado pela estatal buscando identificar interessados em construir térmicas a gás natural na cidade e marca o compromisso das empresas em realizar estudos para identificar a melhor formatação técnica, comercial e econômica para o projeto, que deve ter até 1,5 mil megawatts de potência e consumir investimentos da ordem de R$ 6 bilhões.

Inicialmente, o projeto, denominado Parque Térmico Pedreira, sinalizava com a implementação de seis térmicas a gás em uma área de 120 mil metros quadrados da Emae, cada uma de 250 MW, numa espécie de condomínio de usinas. Quinze empresas apresentaram propostas, mas apenas a AES Tietê e o consórcio Siemens/Gasen foram selecionados para avançar na formatação das parcerias, que têm a Emae como minoritária.

O presidente da Emae, Luiz Carlos Siocchi, explicou que, embora sejam duas parcerias distintas, não descarta a possibilidade de se tornarem um único projeto, para uma usina. “O exercício agora é descobrir como fazer o melhor projeto, seja do ponto de vista de flexibilidade, seja do ponto de vista econômico-financeiro”, comentou o executivo, após participar da cerimônia de assinatura dos documentos.

Ele explicou que a viabilização das usinas dependerá da venda da energia em um leilão A-5. “Evidentemente, parte dessa energia, a menor parte, pode ser negociada em contratos, mas o projeto só para de pé com o leilão”, afirmou Siocchi, que avalia que poderia ser incluído no leilão A-5 de 2017. Para isso, porém, além do desenho final do projeto, é necessário que ele receba o licenciamento ambiental, o que pode não ser tão simples, tendo em vista que se trata de uma região onde já há uma térmica instalada.

“A tecnologia que a Siemens detém hoje vai cumprir com as exigências que serão feitas de licenciamento ambiental, estamos extremamente tranquilos quanto a isso, a tecnologia de turbinas a gás está evoluindo rapidamente e temos uma turbina eficiente com mais de 200 mil horas de operação comercial, em vários projetos”, disse o diretor de Energia da Siemens, Ricardo Lamenza.

Fornecimento

Além do licenciamento ambiental, o projeto também deve enfrentar a questão do fornecimento de gás. A Emae defende o projeto pela localização estratégica de seu terreno, próximo a pontos de conexão com sistemas de transmissão elétrica e a um gasoduto da Comgás. A distribuidora é parceira no projeto, disse Siocchi, mas atualmente não tem todo o gás necessário para a totalidade do projeto, estimado em 6 milhões de metros cúbicos por dia. “Existem vários estudos da Comgás para o suprimento de energia para o complexo todo, o máximo que vislumbramos, mas hoje não existe esse gás”, disse Siocchi.

O executivo da Emae afirmou, porém, ter confiança de que terá o suprimento do combustível e sinalizou com a utilização de gás natural liquefeito (GNL). Um dos parceiros no projeto, a Gasen, desenvolve projetos ligados à importação, regaseificação e transporte de gás e deve atuar na garantia do fornecimento.

Também presente no evento, o novo presidente da AES Tietê, Ítalo Freitas, não falou com a imprensa. Se efetivamente avançar, o projeto em parceria com a Emae colaboraria para fazer com que a geradora cumprisse seu compromisso contratual de ampliar seu parque gerador no Estado de São Paulo.

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