O governo federal vai começar a retirar nos próximos dias o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, anunciou nesta quinta-feira (2) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O alívio no preço foi criado em maio para proteger os consumidores brasileiros da alta internacional do petróleo, causada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio. As informações são da Agência Brasil.
Durigan explicou que a retirada acontece porque o preço do petróleo voltou aos patamares anteriores ao conflito. O barril de petróleo tipo Brent, que é a referência internacional, está sendo negociado nesta semana na casa dos US$ 70. Nos momentos mais críticos da guerra, o valor ultrapassou US$ 110.
Ministro anuncia fim gradual de todas as subvenções
O ministro afirmou que, nos próximos meses, todo o subsídio para combustíveis no país será retirado. Ele disse que da mesma forma que o governo agiu rápido para proteger a população da alta causada pela guerra, agora precisa reverter as subvenções com a estabilização dos preços e do conflito.
Durigan lembrou que uma primeira parte da subvenção, de R$ 0,35 por litro, já deixou de ser paga a partir de julho para as distribuidoras. O governo também não tem mais o acordo com os estados em que a União fazia a subvenção de ICMS na importação de diesel. O PIS-Cofins também já voltou a incidir sobre o combustível.
Diesel ainda mantém subsídio de R$ 1,12
Segundo o ministro, ainda faltam duas etapas para a retirada completa dos subsídios: a subvenção adicional no diesel, de R$ 1,12 por litro, e na gasolina, de R$ 0,44 por litro. A declaração foi feita durante o projeto Caminhos do Brasil, promovido por O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN, no Rio de Janeiro.
