Economia

Governo brasileiro repudia extensão de emergência dos EUA contra o país

Imagem mostra a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Imagem mostra a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O governo federal repudiou nesta quarta-feira (29) a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estender por mais um ano a declaração de emergência nacional contra o Brasil. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou os argumentos da Casa Branca como infundados e inverídicos. As informações são da Gazeta do Povo.

Entre as justificativas apresentadas pelos EUA, o governo Trump afirmou que integrantes do governo brasileiro estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, sua família e seus apoiadores. A Casa Branca também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a censura e a prisão de indivíduos que exercem a liberdade de expressão representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

Brasil reafirma soberania e independência dos poderes

Em resposta, o Planalto ressaltou que o Poder Judiciário brasileiro pauta sua atuação pelo fiel cumprimento dos preceitos da Constituição Federal. O governo brasileiro rechaçou a retomada de acusações sem qualquer fundamentação nos fatos e já amplamente rebatidas em encontros de autoridades dos dois países. O Executivo destacou que é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos.

Tarifas mantêm pressão econômica sobre o Brasil

A manutenção da emergência nacional, declarada originalmente em julho de 2025, mantém o Brasil sob pressão econômica. Embora a Suprema Corte americana tenha derrubado algumas tarifas impostas anteriormente, o Brasil enfrenta duas novas tarifas. Na semana passada, os EUA anunciaram um tarifaço de 25% aplicado sobre grande parte das importações brasileiras devido a alegadas práticas comerciais injustas. Dias depois, o governo Trump determinou uma taxa adicional de 12,5% relacionada à investigação sobre trabalho forçado.

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