O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quinta-feira (9) o adiamento da retirada do subsídio da gasolina. A decisão foi tomada após o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevou o preço do petróleo no mercado internacional. As informações são da Gazeta do Povo.

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Em entrevista à Rádio Gaúcha, Durigan explicou que pretendia anunciar a medida nesta semana, mas o cenário mudou. “Na semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente como próximo passo”, afirmou o ministro.

EUA retomam ataques ao Irã

Os Estados Unidos retomaram os ataques ao Irã nesta quarta-feira (8), conforme havia antecipado o presidente Donald Trump. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), o objetivo é “reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz”. O estreito é uma passagem marítima estratégica por onde circula grande parte do petróleo mundial.

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A ofensiva provocou alta de 4,4% no preço do petróleo brent, que chegou a US$ 79 por barril, o maior ganho diário desde maio. Após oscilações, o barril estava cotado a US$ 76,085 no momento da publicação desta reportagem.

Governo mantém ajuda para conter impacto no preço

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Em maio, o presidente Lula assinou decreto que fixou subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina para produtores e importadores. O calendário previa fim da ajuda em 24 de julho. O governo já havia retirado parte do subsídio do diesel, reduzindo de R$ 0,35 para manter apenas R$ 1,12 por litro.

A medida ocorre em meio à pressão fiscal. O déficit primário do governo já alcança R$ 53,3 bilhões, e a dívida pública representa 81,1% do PIB. O Planalto tenta equilibrar o controle das contas públicas com a necessidade de proteger a população dos efeitos da volatilidade do petróleo.