O presidente interino da General Motors, Kent Kresa, reconheceu que a montadora está ficando sem tempo para chegar a um acordo com detentores de bônus, sindicatos de trabalhadores e o governo dos Estados Unidos para se reestruturar fora dos tribunais. “O tempo não está a nosso favor na tentativa de solucionar a situação evitando a concordata”, disse Kresa à agência Dow Jones.

O executivo afirmou que o conselho da GM permanece convencido de que uma reestruturação fora dos tribunais é a opção preferida, mas vários prazos que estão chegando ao fim podem obstruir essa meta. “O tempo está muito, muito curto”, afirmou Kresa.

O presidente interino assumiu o cargo no fim de março, depois que o então presidente e executivo-chefe Rick Wagoner foi afastado da empresa pela Casa Branca, que deu à GM até o dia 1º de junho para revisar seu plano de reestruturação ou encarar a concordata.

A GM está sobrevivendo com um empréstimo de US$ 13,4 bilhões feito pelo governo dos Estados Unidos e Kresa afirmou que a companhia vai precisar de outra infusão de recursos do governo logo. A montadora e o governo estão negociando os termos da reestruturação revisada.

Segundo Kresa, a GM ficaria satisfeita se o governo se dispusesse a aceitar parte do pagamento daquele empréstimo na forma de participação acionária em vez de dívida, como a companhia vem pedindo aos detentores de bônus e aos sindicatos. A GM tem até 17 de abril para chegar a um acordo com os detentores de bônus que eliminaria boa parte da dívida da companhia.

O governo também está pressionando por uma solução para as negociações que envolvem a Delphi, fornecedora de peças que já foi uma unidade da GM e que está em concordata. Segundo Kresa, a Delphi pode ter de ser liquidada se não conseguir garantir novos recursos para continuar operando.

Em 30 de março, o governo Obama considerou o plano de reestruturação da GM muito lento e inviável. Agora a montadora trabalha em um novo plano para tentar evitar a concordata. As informações são da Dow Jones.