Após ter enfrentado problemas técnicos que causaram a sua paralisação na segunda-feira e depois de ter sido objeto de uma intensa batalha jurídica com duas liminares concedidas contra a sua realização, o leilão da chamada energia velha terminou às 16 horas de hoje (19) com praticamente um terço da oferta total vendida.

De acordo com o presidente do Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE), Lindolfo Paixão, foram negociados 33,37% dos 4.500 megawatts (MW) médios oferecidos, que proporcionarão R$ 2,427 bilhões aos vendedores no período de duração dos contratos firmados com as empresas. Tão logo terminou o leilão, o MAE havia divulgado a venda de 29% da energia oferecida, com estimativa de faturamento entre R$ 2 bilhões e R$ 2,2 bilhões.

Diante do encalhe da maior parte da energia ofertada, Paixão prevê a realização de um novo leilão, possivelmente em um prazo de um mês, numa segunda tentativa das empresas de se desfazerem de energia. Caso contrário, serão obrigadas a ofertá-la no próprio MAE.

Segundo ele, somente três dos 22 produtos ofertados resultaram em disputas e, conseqüentemente, em ágios. A energia oferecida pela Chesf para as regiões Sudeste/Centro-Oeste num contrato de quatro anos obteve um ágio de 13,7%. O contrato de quatro anos da Eletronorte para a região Norte também obteve ágio de 9,3%. E um contrato de Furnas para a região Sudeste, também por um período de quatro anos, foi negociado com ágio de 1,7%.