A geração de emprego em Curitiba seguiu positiva no mês passado, com saldo de 2.184 trabalhadores admitidos, 0,31% a mais do que em abril. Porém, na comparação com os números da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, este foi o quarto pior maio desde 2000, quando reduziram 445 postos de trabalho.
Para o secretário municipal do Trabalho, Paulo Bracarense, o total entre admitidos (38.728) e demitidos (36.544) segue positivo devido à série de medidas tomadas tanto na esfera federal, quanto do município. “As feiras de empregos organizadas pela secretaria ajudaram a gerar esse saldo, assim como os efeitos das decisões econômicas tomadas pelo governo federal, como redução dos juros e aumento do crédito. É bem possível que neste mês, a geração se mostre estagnada, pois não teremos nenhum evento para aproximar o setor produtivo dos trabalhadores”, prevê Bracarense. A próxima feira dessa finalidade está marcada para o dia 28 do mês que vem, na Escola Municipal Coronel Durival de Brito e Silva, no Cajuru. A promoção será voltada ao primeiro emprego.
Recuo
Por atividade econômica, os setores de serviços (1.126 empregos) e da construção civil (638 empregos) foram os que responderem por boa parte do saldo de maio. Já a agropecuária (redução de 13 postos de trabalho) e a administração pública municipal (queda de 31 empregos) foram os ramos que encolherem.
Na Região Metropolitana de Curitiba, a evolução do total entre admitidos e desligados foi ainda mais tímida, com 0,21% de avanço em relação a abril, com saldo de 2.176 empregos. No Paraná, o saldo é de 11.738 vagas, 0,46% a mais do que no mês anterior. Contudo, foi a segunda pior geração de emprego desde 2003, quando o saldo ficou em 11.682 pessoas admitidas. Em todo o País, o total de vagas geradas foi de 139.679. Comparado a abril, houve recuo de 35% no estoque de emprego. É o menor resultado do mês de maio dos últimos quatro anos.


