A modificação, segundo os técnicos do Ministério da Agricultura, significará um aumento de cerca de 300 milhões de litros no consumo de anidro ao ano. O consumo anual de álcool no País (anidro e hidratado) é de cerca de 11 bilhões de litros. A alteração do limite para 25% na adição de álcool, atende a uma reivindicação do setor e leva em conta a safra recorde da cana-de-açúcar deste ano, estimada em 326 milhões de toneladas, da qual resultarão 20,5 milhões de toneladas de açúcar e 12,5 bilhões de litros de álcool.
Com a medida, o governo também quer ampliar o consumo interno de álcool para evitar que os usineiros aumentem a produção de açúcar, pressionando os preços do produto no mercado internacional. A meta do Brasil para esta safra é de exportar cerca de 11 milhões de toneladas de açúcar, voltando aos níveis de 1997/98.
A portaria do ministro da Agricultura, que preside o Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima) foi assinada com a concordância dos demais ministros que integram o Conselho – Fazenda, Desenvolvimento e Minas e Energia. O prazo de vigência da medida é 1º de julho para que os fornecedores e distribuidores de combustíveis possam fazer a adequação necessária.
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