Economia

Galípolo sinaliza manutenção de juros altos por mais tempo

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira (24) que a taxa básica de juros deve permanecer em patamar elevado por mais tempo. A decisão se baseia nas projeções do mercado, que indicam inflação acima da meta do governo para o fim de 2026. A declaração foi feita durante evento da Expert XP em São Paulo. As informações são da Gazeta do Povo.

A taxa Selic, que define os juros básicos da economia, está atualmente em 14,25% ao ano. Após sete meses em 15%, o Comitê de Política Monetária do BC iniciou um ciclo de cortes em março, reduzindo a taxa para 14,75%, depois para 14,50% em abril, até chegar ao patamar atual. As reduções foram menores do que o mercado esperava.

Galípolo explicou que o cenário atual exige manter os juros em nível restritivo, ou seja, alto o suficiente para conter a inflação. “A gente vai seguir acompanhando os dados com a convicção de que o cenário atual demanda a taxa de juros em patamar restritivo”, afirmou o presidente do BC.

O mercado financeiro projeta que a Selic termine 2026 em 14%, segundo o Boletim Focus. Essa previsão reflete preocupações com a inflação, que pode estourar a meta oficial do governo. A meta é de 3% ao ano, com tolerância entre 1,5% e 4,5%, mas as projeções apontam para 5%.

O Comitê de Política Monetária tem destacado em suas atas a tensão no Oriente Médio e a indisciplina fiscal do governo como fatores que pressionam a inflação. Galípolo reconheceu que o Brasil precisa de “uma dose de remédio muito mais elevada” do que outros países para controlar os preços.

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