O chamado G-5 – México, Brasil, China, Índia e África do Sul – emitiu um extenso comunicado após entrevista coletiva à imprensa de seus representantes em que afirmou estar comprometido a trabalhar em conjunto em questões como mudança climática, segurança alimentar, a crise econômica e a recente pandemia da gripe suína. Mas os países emergentes disseram que os países desenvolvidos precisam liderar a luta para fortalecer a coordenação econômica e adotar fortes medidas de estímulo para restaurar a confiança nos mercados, estabilizar as praças financeiras e promover o crescimento da economia. “Os países desenvolvidos têm uma responsabilidade de liderar esse processo”, disseram.
México, Brasil, China, Índia e África do Sul fizeram um apelo às economias mais desenvolvidas do mundo a não ignorarem problemas que preocupam os países em desenvolvimento por causa da crise econômica global.
“É nossa convicção que os esforços para obter a segurança alimentar e energética, e outras questões de preocupação comum dos países em desenvolvimento, não deveriam ser minimizadas por causa da crise financeira”, disseram os países em comunicado conjunto, o qual também foi assinado pelo Egito. “Ao contrário, nós precisamos usar a crise como uma oportunidade para reformar o sistema econômico para o benefício de todos, particularmente dos mais vulneráveis”, afirmaram.
O comunicado foi o resultado de conversações entre o presidente do México, Felipe Calderón; do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh; do presidente da África do Sul, Jacob Zuma; e do conselheiro de Estado da China, Dai Bingguo.
Dai disse que os líderes do G-5 chegaram a um amplo consenso, mas acrescentou que “algumas questões ainda requerem mais consideração”. “A melhora do diálogo e da coordenação entre os cinco países será mutuamente benéfica e também beneficiará de maneira mais ampla as economias emergentes”.
Os líderes do G-5 se encontraram durante a conferência de três dias do grupo do oito (G-8), que reúne as sete economias mais desenvolvidas e a Rússia. Na quinta-feira, os dois grupos se encontrarão e terão reuniões com organizações multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), para chegar a um consenso comum sobre muitas das questões.
Os países do G-5 afirmam que continuarão a promover a reforma do sistema financeiro internacional. “Em particular, insistimos para que sejam direcionados esforços apropriados a resolver o problema da sub-representatividade e voz inadequada dos países em desenvolvimento nas instituições financeiras internais, que é urgentemente necessária”, disse o G-5.
O G-5 também apelou aos países desenvolvidos que considerem o impacto que suas políticas econômicas têm no mundo em desenvolvimento e evitem o protecionismo. Eles afirmam que o G-5 está pronto a concluir a Rodada Doha nas conversações da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“As necessidades e interesses dos países em desenvolvimento precisam ser colocadas no núcleo das negociações de Doha”. As informações são da Dow Jones.


