Dirigentes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) farão uma reunião virtual na tarde deste sábado, 26, para discutir a possibilidade de paralisações, no contexto do de greve dos caminhoneiros. Na semana retrasada, a FUP aprovou greve por tempo indeterminado, mas sem definir uma data de início. Segundo o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, os protestos nas estradas podem acelerar o cronograma de atividades de greve definido pela entidade.

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Ao aprovar a greve semana retrasada, a FUP divulgou um calendário que previa a definição da data de início da greve para o próximo dia 12, mas isso pode ser antecipado. “Vamos fazer algumas reavaliações”, disse Rangel, se referindo à reunião deste sábado.

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Segundo o líder sindical, o movimento dos caminhoneiros “jogou luz” sobre a política de preços da Petrobras, assunto que vem sendo tratado pela FUP “há bastante tempo”. “A questão central nos preços dos combustíveis não são os tributos, é a política do Pedro Parente”, disse Rangel, se referindo ao presidente da Petrobras.

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Mais cedo, trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), unidade da estatal instalada em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, cruzaram os braços no turno de 8 horas a 16 horas, informou o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS).

Segundo Rangel, a paralisação faz parte do cronograma de greve da FUP, que dedicou a semana do dia 21 ao 24 a “mobilização e agitação”. O coordenador-geral da FUP informou que, ao longo da semana, houve paradas semelhantes nas refinarias Reduc, no Rio, e Regap, em Minas Gerais.

A assessoria de imprensa da Petrobras informou mais cedo que a operação da Refap não foi afetada neste sábado. Isso porque os trabalhadores do turno anterior, de meia-noite às 8 horas, assumiram os trabalhos. Segundo a Petrobras, há bloqueios em várias refinarias, mas nenhuma unidade teve impacto na operação de produção.