A indústria brasileira de fundos de investimentos já captou em 2003 quase R$ 40 bilhões, um valor recorde para o setor, refletindo o otimismo dos investidores domésticos e estrangeiros com os rumos da economia. Neste ano, até a última segunda-feira (dia 15), as aplicações nos cerca de 4.600 fundos existentes no País superaram os saques em cerca de R$ 38,5 bilhões, segundo o mais recente levantamento da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos).

No ano passado, a fuga de recursos dos fundos atingiu R$ 64,7 bilhões por causa das turbulências no mercado com a eleição e a mudança na regra do cálculo das cotas, que desvalorizaram e assustaram os investidores na época.

A última vez que a entrada de dinheiro nos fundos ficou acima dos resgates foi em 2000, quando a captação positiva somou R$ 34,6 bilhões.

Segundo o vice-presidente da Anbid, Marcelo Giufrida, a marca de R$ 40 bilhões deverá ser atingida até o final deste mês. As estatísticas possuem uma defasagem de uma semana.

“Com a expectativa de aquecimento da economia no último trimestre deste ano e a maior disponibilidade de recursos dos investidores no final do ano, a tendência é a continuidade do aumento das captações pelos fundos”, afirma o vice-presidente da associação.

Ele estima que o patrimônio dos fundos deve fechar o ano próximo de R$ 500 bilhões, com um aumento acima de 30%. A indústria brasileira de fundos é a 10.ª maior do mundo, segundo o vice-presidente da Anbid. O ranking é liderado pelos EUA, onde o patrimônio dos fundos atinge US$ 7 trilhões.