Os funcionários da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (3). Os trabalhadores definiram a paralisação em uma assembléia realizada com representantes da empresa na manhã desta quinta-feira (29). Os pedidos incluem a mudança para o modelo antigo de escala de trabalho e auxílio de transporte.

De acordo com Elton Marafigo, presidente do Sindicato dos Químicos no Estado do Paraná (Siquim), os trabalhadores foram prejudicados com a adoção, por parte da atual administração, de um novo modelo de revezamento. Até setembro do ano passado, os funcionários trabalhavam com carga horária de oito horas em seis dias, folgavam dois, com duas horas extras semanais.

Agora, são cinco dias trabalhadas com carga horária de seis horas e uma folga. No entanto, de acordo com o novo modelo de escala, os funcionários fazem um revezamento: em uma semana, trabalham das 6 horas ao 12h15 e na outra do meio dia às 18h15 ou entram 18h15 e saem meia noite. “O relógio biológico fica alterado e causa vários problemas de saúde, além de prejudicar a vida familiar e social”, afirma Marafigo.

Outro problema apontado pelos trabalhadores é que a diminuição da carga horária afeta diretamente os salários, que, segundo Marafigo, diminuiu 40%. A categoria também pede um apoio maior em relação ao transporte. De acordo com o presidente do Siquim, somente alguns funcionários recebem o valor do táxi para voltarem para casa em horários onde os ônibus não circulam e a quantia paga para quem tem carro é de R$ 0,51 por quilômetro rodado, o que é considerado insuficiente.

“Esperamos pressionar a empresa a tomar alguma atitude até antes de segunda-feira para evitar a greve. No final, quem paga o prejuízo é o povo”, diz Marafigo.

A Sanepar informa, por meio da assessoria de imprensa, que continua negociando com os funcionários.