Fumicultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul/CUT) criarão uma cooperativa para a comercialização direta de fumo da agricultura familiar produzido nos três estados. O empreendimento deve estar consolidado no prazo de dois anos, a contar da decisão tomada no seminário ?O Futuro da Fumicultura no Brasil?, que aconteceu nos dias 8 e 9 de julho em Curitiba, PR, organizado pela Federação e pelo Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais (Deser).

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Segundo o representante da CUT na Câmara Setorial Interministerial do Fumo, Albino Gewehr, ?a fumicultura familiar possui três das quatro condições necessárias para viabilizar este projeto: o número de fumicultores interessados ? na base de atuação da Fetraf-Sul/CUT há 45 mil famílias produtoras e, destas, estima-se que a adesão imediata chegue a 10 mil interessadas ?, a manifestação de apoio de autoridades locais para a instalação de usinas de beneficiamento e o fato de o BNDES possuir linha de crédito para investimentos nessa área?.

Saúde

Outra decisão do seminário de Curitiba foi a de reivindicar, junto ao Ministério da Saúde, a realização de pesquisas de monitoramento da saúde das famílias produtoras de fumo, semelhante ao que acontece nos Estados Unidos e Canadá. No Brasil, paga-se aproximadamente 1,5 dólar pelo quilo de fumo em média ao produtor, quando em outros países, as mesmas indústrias compram por até dez vezes esse valor.

Nos Estados Unidos, o preço pago ao produtor chega a 6 dólares o quilo; Na Europa, a mais de 10 dólares e no Japão, a 18 dólares o quilo de fumo.

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