Após fechar em outubro a fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a Ford está condicionando um novo ciclo de investimentos em novos produtos na fábrica de Camaçari (BA) à redução urgente de custos para que a produção local seja competitiva, algo parecido ao que a General Motors fez no início do ano para trazer novos aportes para o País.

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O recado foi passado na semana passada aos funcionários, sindicatos e fornecedores do grupo pelo presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters. Embora não aceite a comparação com a GM – que chegou a ameaçar fechar fábricas -, e nem tenha estabelecido metas específicas, o executivo disse que “todos entenderam que, para garantir novos investimentos é importante ser competitivo e todos sabem quais são suas metas”.

Entre os altos custos da fábrica baiana, Watters citou que o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é 35% superior ao da média do setor.

Os custos das peças também são mais altos, disse o presidente da Ford, pois grande parte dos fornecedores está na região Sudeste. O custo de transporte dos carros também é maior, por causa da distância dos polos de maior consumo, como São Paulo.

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Venda da fábrica

Watters afirmou que, além do grupo Caoa, há negociações em andamento “com outros parceiros”, sem citar nomes. Na terça-feira, o grupo Caoa afirmou ser “remota” as chances de adquirir a fábrica.

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Watters, contudo, disse ter esperança de que vai encontrar “uma boa solução para a fábrica”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.