O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, disse, nesta terça-feira, 14, que os portos do País entrarão em greve caso a votação da medida provisória que estabelece um novo marco regulatório para o setor não inclua a questão trabalhista.

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“O governo tinha um acordo conosco de que ia incluir os trabalhadores nos portos privados, aceitou uma emenda que estendia os trabalhadores inscritos nos Ogmos (Órgão Gestor de Mão-de-Obra) para os portos privados. O governo não colocou isso na redação do relator. Nos sentimos meio ludibriados, negociando com malandro”, criticou Paulinho da Força, antes de reunião com outras centrais sindicais e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para tratar no Palácio do Planalto de questões trabalhistas.

“Essa emenda foi aceita (na comissão) e não colocaram no texto. Se a nossa emenda não for votada junto com a MP, os portos não trabalham amanhã”, ameaçou. “Se votar hoje, e não incluir a questão trabalhista, os portos amanhã não trabalham. Não é uma greve por um dia, não, é uma greve por tempo indeterminado. Os problemas dos portos não são os trabalhadores, são outros.”

O deputado reiterou que, em sua opinião, a MP fará com que os portos privados quebrem os portos públicos. “A luta dos trabalhadores é para que os terminais privativos que serão construídos levem junto os trabalhadores avulsos que hoje estão inscritos nos Ogmos. Se não tiver isso, não tem acordo conosco, então terá greve. O governo sabe que, para nós, isso é imexível”.

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