O diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anoop Singh, disse que vê melhora na taxa de crescimento potencial do Brasil e que ela está sendo ajudada pelos investimentos. Segundo ele, as economias latino-americanas continuam resistentes à crise financeira e à desaceleração econômica global, mas enfrentam um número maior de riscos.

"O crescimento na América Latina vai desacelerar, sim, em 2008, mas ainda continuará acima da tendência histórica", afirmou. "Mas nós vemos riscos de baixa e, neste contexto, nosso principal foco é olhar para a resistência da região a estes choques", disse Singh.

Os riscos externos incluem a possibilidade de que o fluxo de capital para a região seja reduzido e que os preços das commodities (matérias-primas) caiam mais do que o esperado, acrescentou. Os riscos domésticos incluem inflação maior como resultado da forte demanda doméstica, assim como preços mais altos dos alimentos. As políticas macroeconômicas também continuam pró-cíclicas – apesar das melhoras -, o que está refletido no forte crescimento do crédito e dos gastos do governo, disse Singh.

"As recentes pressões inflacionárias continuam um importante teste para a autonomia dos bancos centrais em controlar uma segunda rodada de efeitos dos preços dos alimentos e do recente crescimento muito rápido do crédito", afirmou. Ele estimulou os governos a ajudarem os bancos centrais, mantendo outras partes da política mais flexíveis, tais como taxa de câmbio flutuante. As informações são da agência Dow Jones.