O Fundo Monetário Internacional (FMI) “vai tentar ajudar a China”, neste momento em que o gigante asiático lida com os desafios de mudar seu modelo econômico e políticas cambiais, afirmou hoje a diretora-gerente do Fundo, Christine Lagarde.

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“Estamos certamente falando com as autoridades chinesas sobre sua transição para uma economia mais orientada pelo mercado, a internacionalização de sua moeda e os vários componentes que devem acompanhar esse princípio”, disse Lagarde a repórteres, às margens de uma conferência em Jacarta, capital da Indonésia. “Trata-se de um processo que é claramente uma transição, que era aguardado, pedido por muitos observadores econômicos, analistas, parceiros e outros países ao redor do mundo”, completou.

Ontem, Lagarde comentou que o crescimento global provavelmente se enfraquecerá mais do que o FMI previa e que a expansão na Ásia pode desacelerar ainda mais em função da recente volatilidade financeira global que se ampliou com a desvalorização do yuan, anunciada pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) há pouco mais de três semanas.

Nesta quinta-feira, Lagarde também elogiou a política cambial do Banco Central da Indonésia, apesar de a rupia do país ter atingido várias mínimas em 17 anos frente ao dólar nas últimas semanas, na esteira da desvalorização da moeda chinesa.

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“No que diz respeito às variações da taxa de câmbio, o Banco da Indonésia está fazendo um trabalho bastante estável, bastante sólido, bastante previsível, ao permitir que a moeda flutue e absorva choques exógenos, que todas as economias emergentes e várias outras do mundo estão enfrentando”, comentou a chefe do FMI. Fonte: Dow Jones Newswires.