O FMI (Fundo Monetário Internacional) destacou o bom desempenho da economia brasileira apesar da instabilidade dos mercados globais. “Há certos aspectos do clima (econômico) global que são menos propícios, e certamente aumentou a volatilidade (do mercado), mas creio que se alguém estuda o caso do Brasil em particular, o que se vê é uma redução das vulnerabilidades”, disse o porta-voz do fundo Tom Dawson, ontem, segundo a agência de notícias France Presse.

Dawson recordou que no ano passado o governo Lula adotou medidas para reduzir a vulnerabilidade dos títulos da dívida do País.

“As autoridades reafirmaram sua intenção de manter as metas macroeconômicas fixadas e continuar a agenda de reformas estruturais”, acrescentou.

A sétima missão de revisão do acordo do Brasil com o FMI foi concluída na semana passada e a avaliação do resultado deverá ser feita pela diretoria do Fundo em breve, disse Dawson.

Acordo

A diretoria-executiva do FMI aprovou, em dezembro do ano passado, a extensão do acordo com o Brasil, que inclui um empréstimo de US$ 14 bilhões.

O acordo, anunciado no início de novembro pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci Filho, e pela vice-diretora-gerente do Fundo, Anne Krueger, terá duração de um ano. Foi o primeiro acerto com o FMI sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e o quarto consecutivo do País com o Fundo desde 1998.

Dos US$ 14 bilhões que estarão disponíveis para o País, US$ 6 bilhões são de recursos adicionais para 2004. Os outros US$ 8 bilhões fazem parte da parcela final do acordo de US$ 30 bilhões, formalizado em 2002, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso – maior empréstimo feito pelo fundo ao País.