O Fundo Monetário Internacional (FMI) cita o declínio recente da desigualdade social no Brasil, com base em uma média ponderada a partir da população. Em relatório divulgado na terça, parte dos capítulos analíticos do documento "Perspectiva Econômica Mundial", o FMI constata que as tendências de concentração de renda são bastante distintas entre as principais economias emergentes, com avanço acentuado da desigualdade na China e declínio no Brasil, por exemplo.
Entre as economias mais avançadas, a desigualdade parece ter declinado apenas na França, acrescenta o FMI. As projeções oficiais serão divulgadas no dia 17 de outubro, na semana do Encontro Anual do FMI, em Washington.
No entanto, quando o parâmetro usado é o coeficiente de Gini, o Fundo constata que a desigualdade avançou nas últimas duas décadas em regiões como Ásia em desenvolvimento, Europa emergente, América Latina e economias asiáticas industrializadas recentemente, enquanto revela redução nos países de baixa renda agregada, como na região subsaariana.