Com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais, começam a circular nos bastidores nomes cotados para a equipe econômica do eventual governo do senador. Entre os possíveis indicados estão membros de sua equipe de campanha, empresários, parlamentares e ex-integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL). As informações são da Gazeta do Povo.
O senador já declarou que deve reduzir a estrutura do primeiro escalão do governo, dos atuais 39 para 27 ministérios. Em agosto, a coordenadora da área econômica da campanha do PL, Daniella Marques, disse que um eventual governo de Flávio terá entre 20 e 25 pastas.
Para o Ministério da Fazenda, um dos nomes mais citados é o de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e atual sócio da gestora QSM Capital. Seu nome teria apoio de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Kayath, no entanto, nega ter discutido a indicação. Outro nome é o de Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, considerado um gestor liberal pragmático com habilidade para construir pontes.
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central entre 2019 e 2024, também teria sido sondado para assumir a Fazenda. Depois de deixar o BC, passou a atuar no Nubank. Mais recentemente, o fato de ter sido citado no caso do Banco Master teria tornado sua entrada na equipe menos interessante para a campanha. Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, e Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES, também aparecem como possibilidades.
Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro, integra a coordenação econômica da campanha de Flávio desde agosto. No mercado financeiro, é citado como possível ministro do Planejamento. Pessoas próximas do economista, no entanto, afirmam que seu desejo é comandar a Fazenda.
Daniella Marques, principal porta-voz do plano econômico de Flávio, é cotada para comandar um ministério na área social, que incorporaria também a atual pasta das Mulheres. Para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o nome mais forte é o de Flávio Roscoe, empresário que presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais entre 2018 e 2026.
Adriano Pires, economista e especialista no setor energético, é o nome mais cotado para o Ministério de Minas e Energia. Sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Pires já foi superintendente-geral da ANP. Desde agosto, coordena a elaboração do plano de governo de Flávio para as áreas de infraestrutura e energia.
Para a Agricultura e Pecuária, o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, ganhou força após a FPA anunciar apoio à candidatura de Flávio. O senador afirmou que a FPA indicará o nome para comandar a pasta. Mauro Mendes (União-MT), recém-eleito senador pelo Mato Grosso, também aparece como alternativa, embora tenha dito a interlocutores que prefere o Ministério de Minas e Energia.
O diplomata Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio entre 2013 e 2020, é o principal cotado para o Ministério das Relações Exteriores. Sua interlocução com o agronegócio e sua experiência em comércio internacional são consideradas relevantes nas conversas sobre a escolha do chanceler.
O senador por enquanto diz ainda não ter definido nomes para ministérios em seu eventual governo. Até o momento, o único nome anunciado publicamente por Flávio é o do médico Cláudio Lottenberg, presidente do Conselho do Hospital Albert Einstein, que deve assumir o Ministério da Saúde caso o postulante do PL confirme a vitória no segundo turno.
