Flávio Augusto, fundador da escola de inglês Wise Up e do grupo educacional Wiser, construiu uma fortuna bilionária após começar com R$ 20 mil emprestados do cheque especial em 1995. Hoje, aos 54 anos, ele comanda um grupo com mais de 500 mil alunos e faturamento de R$ 610 milhões. As informações são da Gazeta do Povo.

continua após a publicidade

Antes de se tornar empresário, Flávio foi expulso do Colégio Naval aos 13 anos, abandonou a faculdade de Ciência da Computação e trabalhou como vendedor de cursos de inglês no Rio de Janeiro. Aos 23 anos, era diretor comercial, mas largou o cargo para abrir o próprio negócio. O detalhe curioso: ele não falava inglês quando fundou a escola.

A aposta inicial usou R$ 20 mil do cheque especial, com juros de 12% ao mês. O dinheiro cobriu reforma, aluguel e contratação da equipe. Flávio identificou uma oportunidade com a abertura da economia brasileira e propôs um curso de 18 meses, contra os cinco ou sete anos do mercado. No primeiro ano, a unidade chegou a mil alunos.

Empresário vendeu e recomprou a Wise Up

Em 2008, Flávio perdeu R$ 12 milhões na Bolsa de Valores durante a crise financeira. Cinco anos depois, vendeu a Wise Up para a Abril Educação por R$ 877 milhões. Em 2015, recomprou a empresa por R$ 390 milhões, quando ela estava menor e com inadimplência de 42%.

continua após a publicidade

Entre as duas transações, o empresário comprou o Orlando City, time de futebol da Flórida. Em 2021, vendeu o clube por valor estimado entre US$ 400 milhões e US$ 450 milhões. A decisão de investir no esporte veio após observar os treinos do filho nos Estados Unidos.

Pandemia multiplicou base de alunos por cinco

A pandemia forçou mudanças drásticas. Das cerca de 400 escolas, cem foram desativadas. Flávio recomendou aos franqueados a devolução de imóveis e migração para o digital. A base de alunos saltou de 80 mil para 400 mil após a transformação.

continua após a publicidade

Em 2026, a Wiser tem mais de 500 mil alunos e EBITDA de R$ 220 milhões. Flávio criou recentemente uma liga de negócios para mentoria de empresários, que já soma 10,3 mil clientes ativos. Ele afirma que continua trabalhando porque trata o trabalho como diversão. A assessoria de Flávio Augusto enviou informações à Gazeta do Povo, mas o empresário não concedeu entrevista.