A agência de avaliação de risco Fitch Ratings anunciou hoje que rebaixou a nota atribuída à Espanha, país que enfrenta uma severa crise bancária.

O chamado “rating” soberano, que classifica a capacidade do país em saldar seus compromissos financeiros, passou de “AA-” (próximo ao topo da escala) para “BBB”, a mesma nota atribuída ao Brasil.

Com essa nota, a Espanha ainda é enquadrada na categoria “grau de investimento” (de menor risco de inadimplência), mas a distancia de seus pares mais robustos como Alemanha e França -países como a nota máxima “AAA”.

Na prática, a Fitch somente sanciona o que uma visão corrente do mercado financeiro: a Espanha se tornou um lugar mais arriscado para aplicar dinheiro, e por isso, grandes investidores vem exigindo juros mais altos para adquirir títulos de renda fixa emitidos por Madri.

Hoje, o Tesouro espanhol conseguiu levantar cerca de 2 bilhões de euros (US$ 2,5 bilhões) junto ao mercado, mas a custos mais altos.

Para conseguir que os investidores aceitassem um título com prazo (vencimento) de dez anos, Madri teve que se comprometer a remunerar o papel com juros de 6,41% ao ano, o mais alto já registrado nas ofertas desse ano.