A agência de classificação de risco Fitch afirmou que o setor bancário brasileiro enfrenta uma perspectiva negativa em 2015 que reflete a deterioração do ambiente operacional e da qualidade dos ativos. Na avaliação da agência, o forte crescimento dos empréstimos pressiona a qualidade dos ativos dos bancos de propriedade pública. A rentabilidade deve enfrentar pressão adicional devido à pequena margem de manobra das instituições. O recente crescimento das carteiras mais arriscadas representa outra vulnerabilidade, de acordo com a Fitch.

“A lucratividade também enfrenta pressão adicional devido ao esperado aumento do custo do crédito e da concorrência acirrada, apesar do benefício marginal temporário frente aos recentes aumentos das taxas de juros”, disse Eduardo Ribas, diretor da Fitch’s Latin America para instituições financeiras.

A perspectiva do rating para os bancos brasileiros, contudo, se mantém estável com base em seus fundamentos, que incluem gestão conservadora de risco de crédito e desempenho consistente, de acordo com a agência. Grandes bancos privados têm sido capazes de enfrentar um cenário de fraqueza econômica e de limitar o impacto potencial sobre a sua rentabilidade e qualidade de ativos. Mudanças nas carteiras de empréstimos para aumentar a segurança também contribuem para um perfil financeiro resiliente.

A diversificação de negócios e de financiamentos são a chave para os bancos de médio porte, de acordo com a Fitch. A agência acredita que “os bancos médios mais bem avaliado devem ser capazes de lidar com o ambiente desafiador devido a uma estrutura de financiamento de mais baixo custo e modelos de negócio mais flexíveis”.