Depois de uma tentativa de negociação realizada no Ministério do Planejamento na noite da última terça-feira, os fiscais federais agropecuários decidiram manter a greve que realizam em todo o País. A paralisação, que era apenas de advertência e prevista para terminar na próxima sexta-feira, agora é por tempo indeterminado, conforme informações da Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura no Paraná (Affama-PR).
De acordo com o presidente da Affama-PR, Clemente Martins, as negociações de terça-feira não surtiram nenhum resultado. A discussão foi realizada com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Douvanier Ferreira. ?Ele apenas apresentou o grupo de trabalho criado pelo ministério para elaborar um plano de reestruturação de carreira para os fiscais, o que havia sido prometido em 2005. Ou seja, ele conversou como se tivéssemos começando a negociação, quando na verdade já negociamos há dois anos?, indignou-se Martins. O ?prometido? em 2005 está em um documento elaborado pelo Ministério do Planejamento após a greve daquele ano.
Apenas 30% dos fiscais estão garantindo os serviços essenciais no Paraná, o que já está lotando o pátio da aduana de Foz do Iguaçu, no oeste do Estado. ?Se passam cerca de 150 caminhões por dia na aduana, com certeza pelo menos 95 vão ter que esperar a liberação para o próximo dia?, comentou. No Porto de Paranaguá, no litoral, e nos aeroportos, ainda não houve problemas, segundo Martins. Hoje pela manhã, os fiscais do Paraná realizam uma assembléia para ratificar a decisão de manter a greve. Entre outras reivindicações, eles pedem a criação de uma escola para capacitação de fiscais, reajuste salarial e contratação de mais profissionais.