O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Rafael Costa Lima, sinalizou, nesta terça-feira, 19, que poderá revisar novamente para baixo a projeção da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para a inflação de 2013 na cidade de São Paulo. Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, ele disse que a possibilidade de nova redução na estimativa, que atualmente é de 4,20%, está ligada à tendência cada vez mais clara de que o resultado do IPC de novembro deste ano será mais baixo do que o do mesmo mês no ano passado.

A expectativa atual da Fipe para novembro de 2013 é de 0,55%. No mesmo período de 2012, a inflação na capital paulista foi de 0,68%. Se confirmado o cenário aguardado pelo instituto, a taxa do IPC no acumulado em 12 meses, que até outubro foi de 4,24%, tende a desacelerar no encerramento do mês atual.

No dia 4 de novembro, na divulgação do IPC de 0,48% de outubro, Costa Lima já havia revisto a expectativa para a taxa de 2013, de 4,30% para 4,20%. No dia 2 de outubro, durante a explicação da baixa inflação de 0,25% de setembro, ele também já havia reduzido fortemente a estimativa, de 4,80% para 4,30%.

Conforme a sinalização dada hoje, a Fipe diminuiria, portanto, a previsão para o IPC do ano pelo terceiro mês consecutivo. “Vamos acompanhar. A inflação realmente não está engrenando”, comentou Costa Lima. “Em novembro de 2012, tivemos inflação de 0,68% e, em dezembro, foi de 0,78%. Se fechássemos novembro de 2013 com a taxa de 0,55%, o acumulado de 12 meses iria para perto de 4,10%. Para a taxa voltar aos 4,20%, teríamos que ter uma super aceleração da inflação no último mês do ano, para algo em torno de 0,90%, que cada vez é menos provável”, explicou.

Em 2013, entre janeiro e outubro, o IPC acumulou uma taxa de 2,74%. As estimativas da Fipe e do mercado financeiro, há um bom tempo, indicam uma inflação na capital paulista bem mais amena neste ano do que a de anos anteriores. Tende a ser a menor desde 2009, quando a taxa foi de 3,65%. Em 2010, a inflação foi de 6,40%; em 2011, de 5,81%; e, em 2012, de 5,10%.