Já a partir de setembro, na última quadrissemana, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da capital paulista deve começar a sentir o impacto do reajuste de 6,83% nas tarifas de água e esgoto, autorizado pelo governo de São Paulo para os serviços prestados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e que entra em vigor em 9 de setembro. “Mas o pico deverá ser captado somente em novembro”, disse o coordenador do indicador de inflação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Antonio Evaldo Comune, em entrevista à Agência Estado.

De maneira diferente de outros institutos, a Fipe não inclui imediatamente os efeitos dos reajustes de tarifas públicas no cálculo do IPC. A metodologia do instituto faz com que esse tipo de aumento seja absorvido pelo IPC apenas quando os consumidores recebem a conta em casa para o pagamento do serviço.

O reajuste será diluído ao longo dos próximos meses no item Água/Esgoto. De acordo com Comune, no fechamento de setembro a alta prevista é de 0,30%; acelera para 1,02% e 2,17% na primeira e segunda leituras de outubro; na terceira, atinge 3,75% e fecha o mês de outubro em 4,85%.

Na sequência, o reajuste atinge o pico, de 5,08%, na inflação na primeira quadrissemana de novembro, para, em seguida, entrar em rota de desaceleração. “O efeito será zerado na metade do mês de dezembro”, afirmou Comune. “Da lista de preços com reajustes previstos em lei, só faltava esse este ano”, disse o coordenador, ponderando, no entanto, que os aumentos nas tarifas de energia “ainda estão em aberto”.